Saúde

Esteatose hepática e a qualidade da sua alimentação

Publicado em:

20/12/2023

Atualizado em:
20/12/2023
Relação Entre Qualidade da Alimentação e Esteatose Hepática

Esteatose hepática, também conhecida como doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), é uma condição que afeta até 30% da população. Essa condição aumenta o risco de fibrose e cirrose hepática, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Tradicionalmente, uma das principais intervenções para DHGNA é a perda de peso. No entanto, a manutenção do peso perdido pode ser um desafio.

Metodologia do Estudo sobre DHGNA e Dieta Mediterrânea

Nesse estudo, doze sujeitos não diabéticos (6 homens e 6 mulheres) com DHGNA comprovada por biópsia foram recrutados para uma intervenção dietética cruzada de 6 semanas. Os sujeitos experimentaram tanto a Dieta Mediterrânea (DM) quanto uma dieta controle (baixo teor de gordura e alto teor de carboidratos) em ordem aleatória, com um período de 6 semanas de intervalo entre elas.

Resultados Comparativos Entre Dieta Mediterrânea e Dieta Controle

Os resultados foram notáveis: mesmo sem diferenças significativas na perda de peso entre as duas dietas (p=0.22), a DM resultou numa redução relativa significativa na esteatose hepática em comparação à dieta controle (39% versus 7%, conforme medido por espectroscopia de ressonância magnética) (p=0.012). Além disso, a sensibilidade à insulina melhorou com a DM, enquanto não houve mudança com a dieta controle (p=0.03 entre dietas).

Implicações da Dieta Mediterrânea na Gestão da DHGNA

Estes resultados sugerem que a Dieta Mediterrânea, mesmo sem perda de peso, pode reduzir a esteatose hepática e melhorar a sensibilidade à insulina em pessoas com DHGNA que são resistentes à insulina, em comparação à dieta tradicional de baixo teor de gordura e alto teor de carboidratos.

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Conclusões e Diretrizes Futuras para Tratamento de DHGNA

Essas descobertas têm implicações profundas para a gestão da DHGNA. Isso significa que, além do foco na perda de peso, a escolha dos tipos corretos de alimentos - como aqueles encontrados na Dieta Mediterrânea - pode ser uma abordagem mais eficaz para reduzir a esteatose hepática e melhorar a sensibilidade à insulina. No entanto, mais pesquisas são necessárias para explorar esses achados e estabelecer diretrizes alimentares mais eficazes para os indivíduos com DHGNA.

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As informações deste artigo são baseadas no artigo "The Mediterranean diet improves hepatic steatosis and insulin sensitivity in individuals with non-alcoholic fatty liver disease" (J Hepatol. 2013 Jul;59(1):138-43. doi: 10.1016/j.jhep.2013.02.012. Epub 2013 Feb 26).

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